O cenário da formação especializada em Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil ganha um novo fôlego nesta semana. Teve início oficial o período de matrículas para as novas turmas dos Programas de Residência vinculados ao Projeto Qualifica, consolidando um ciclo formativo que se destaca pela robustez acadêmica e pela capilaridade nacional.
O processo de ingresso dos novos residentes revela um dado cientificamente relevante para a gestão pública: a capacidade de atração e fixação de profissionais em áreas estratégicas. A Residência Multiprofissional registrou a chegada de especialistas vindos de 10 estados distintos, abrangendo todas as regiões do país — de Rondônia ao Rio Grande do Sul.
No âmbito da Residência Médica, o índice de diversidade geográfica é ainda mais acentuado. Candidatos de 20 unidades da federação (como São Paulo, Bahia, Acre e Distrito Federal) escolheram o programa como eixo central de sua especialização. Essa heterogeneidade não é apenas estatística; ela representa uma riqueza de bagagens culturais e técnicas que qualifica diretamente o atendimento direto à população.
A integração de profissionais de diferentes contextos regionais no cotidiano do Sistema Único de Saúde (SUS) permite uma troca de experiências que amplia a resolutividade na ponta. Ao atrair talentos de diversas origens, o Projeto Qualifica reafirma sua credibilidade como um polo estratégico de formação em serviço, conectando o rigor científico às necessidades reais dos territórios de saúde.
O foco permanece na construção de uma residência que não apenas ensine a técnica, mas que transforme a realidade local com impacto social mensurável, ultrapassando fronteiras geográficas para consolidar uma rede de proteção e cuidado cada vez mais eficiente.